Coalizão Interfé em

Saúde e Espiritualidade

Histórico, Evolução e Perspectivas

No início do ano de 2015, alguns profissionais de diferentes origens e que já se conheciam por outras atividades começaram a idealizar a formação de um grupo para explorar possibilidades de apoio espiritual a pacientes internados. Assim se juntaram o Dr. Mario F. P. Peres (médico doutorado em neurologia, ligado a renomadas instituições de pesquisa científica), a Profa. Lia Diskin (co-fundadora da Associação Palas Athena, entre inúmeras outras atividades humanísticas) e o Cônego José Bizon (diretor da Casa da Reconciliação, iniciativa da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil para os diálogos ecumênico e inter-religioso). Da reunião destas distintas personalidades surgiu o ideal da Coalizão Inter-fé em Saúde e Espiritualidade.


Cada um deles contatou capelães de institutos que já se empenhavam em iniciativas de apoio religioso hospitalar e religiosos de diferentes credos e os convidou para uma primeira reunião, que aconteceu em 09 de maio de 2015. Um grupo começou a ser formado por profissionais da saúde e líderes religiosos, além de estudiosos de ciências humanas, a partir de sucessivas reuniões. A cada encontro ficava mais patente a necessidade de desenvolvimento de novos modelos com soluções para melhorar a assistência religiosa a pacientes internados. Não obstante a existência de leis em diferentes esferas que garantam o acesso de representantes religiosos em instituições de internação, esta atividade em si não é realizada com regularidade.


A atividade de capelania hospitalar no Brasil não conta com a estruturação que existe em outros países. Como exemplo, países da América do Norte reconhecem o capelão profissional de saúde. São raros os hospitais no Brasil que contam com um serviço de capelania institucional adequadamente estruturada. Porém, como enfatizar a importância da espiritualidade em hospitais se gestores e decisores ainda tentam fazer os profissionais de saúde lavar as mãos com a frequência adequada? Estas dificuldades animam os participantes da Coalizão a continuar explorando possibilidades e a propor novos modelos de assistência.

 

Os seminários já realizados trouxeram muitas novas ideias e, ao mesmo tempo, revelaram a existência de ainda mais dúvidas. A Coalizão começará a se empenhar no aproveitamento destas descobertas em várias frentes. Com a multiplicação de recursos em um futuro próximo, os integrantes da Coalizão esperam poder trazer novos paradigmas para as necessidades religiosas/espirituais de pacientes internados, seus familiares e seus cuidadores, além dos próprios profissionais de saúde.